CONFIRA 6 FERRAMENTAS DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA A GESTÃO HOSPITALAR
Administrar um hospital não é tarefa muito simples. Entretanto,
está longe de ser algo que fuja ao seu alcance. Você só precisa
buscar meios para tornar esse processo mais eficiente. As
ferramentas de gestão da qualidade estão aí para ajudá-lo nisso.
Tratam-se de técnicas utilizadas por empresas para aprimorar
processos e melhorar os resultados.
No hospital, elas podem ser aplicadas no sentido de manter o fluxo
de trabalho, priorizar o bom atendimento e tornar a experiência do
paciente mais positiva. Lembre-se de que um hospital precisa
sempre manter o padrão de excelência e se aprimorar continuamente
para atingir os resultados de forma satisfatória.
Se você entendeu essa relação, mas não sabe exatamente quais
dessas ferramentas podem ajudar, acompanhe abaixo nossa listagem
com as principais que se aplicam à rotina hospitalar.
1. PDCA
O PDCA (Em inglês: plan, do, check and act — em português:
planejar, executar, verificar e agir) é uma ferramenta de gestão
relativamente flexível, que pode ser aplicada a todos os
segmentos, inclusive aos hospitais. Ela é importante para ajudar a
planejar projetos e colocá-los em prática. Trata-se de um ciclo
que nunca tem fim, afinal, sempre é possível verificar e aprimorar
processos internos.
Também conhecido como Ciclo de Deming, o PDCA atua basicamente nas
causas dos problemas, e não nas suas consequências. Assim,
busca-se o aprimoramento contínuo para evitar que situações
adversas ocorram. A partir da terceira etapa (verificação), essas
causas são identificadas e a quarta etapa (agir) consiste em ações
corretivas para eliminá-las.
2. GED
A GED (Gestão Eletrônica de Documentos) é um dos benefícios que a
tecnologia nos trouxe. Hoje em dia, um hospital precisa
informatizar certos processos. Um bom exemplo disso é o prontuário
eletrônico, que permite ter acesso rápido a todas as informações
do paciente desde o atendimento na recepção até o momento que ele
deixa o consultório. O diferencial fica por conta de um
atendimento mais personalizado e humanizado.
Mas voltando à GED, ela permite que se coloque grande parte dos
processos administrativos na tela do seu computador. Sendo assim,
a marcação de consultas, as compras, as notas fiscais, tudo é
informatizado e isso traz diversos benefícios. Uma delas é a
integração de dados de vários setores.
Podemos ainda citar o aumento na produtividade, já que as
informações podem ser consultadas de forma rápida e eficaz. Vale
ainda lembrar que esses dados podem ser consultados pelas pessoas
autorizadas (sistemas modernos contam com mecanismos de segurança)
de quaisquer dispositivos.
3. DRG
A DRG (Diagnosis Related Groups — ou Grupos Relacionados em
Diagnósticos, em tradução livre) foi um sistema criado em 1960,
nos Estados Unidos, que consiste basicamente na classificação de
pacientes internados. No Brasil, podemos dizer que ela chegou como
uma ferramenta que ajuda a comparar a assistência hospitalar, de
modo a manter-se sempre focado na segurança do paciente.
Dessa forma, a redução de desperdícios e o aprimoramento de
qualidade se tornam ainda mais acentuados. A DRG torna possível
estabelecer uma relação entre o tempo de internação e os recursos
utilizados. Assim, o hospital pode se programar para dispor desses
recursos no tempo necessário, o que resulta na melhoria da
produtividade.
4. Folhas de verificação
Se considerarmos todos os processos internos de um hospital,
concluiremos que o volume de dados é grande. E como gerenciar tudo
isso de forma eficaz? Muitas vezes, perde-se muito tempo
procurando por informações importantes e isso pode ser evitado se
aplicarmos certas tecnologias. Um bom exemplo são as folhas de
verificação, que consistem em planilhas e tabelas que permitem
análises comparativas.
O primeiro passo para aplicação das folhas é determinar quais
dados serão analisados e focar somente no necessário. Afinal,
considerar informações que são irrelevantes para essa questão
levam você a perder o seu tempo e o foco no essencial. Trata-se de
uma espécie de check-list dos resultados do seu trabalho e, para
que sejam de fato efetivas, devem fazer parte diretamente do seu
dia a dia e estar sempre à mão.
5. Diagrama de Ishikawa
Também conhecido como “espinha de peixe”, o diagrama de Ishikawa
funciona com foco principal na identificação das causas de falhas
e problemas. Vamos imaginar que determinado departamento do seu
hospital está enfrentando problemas. Nesse caso, não basta saber
que a dificuldade existe: você precisa conhecer suas causas para
poder buscar soluções efetivas.
A analogia à uma espinha de peixe vem do formato do diagrama.
Pense em uma espinha de peixe: a linha central seria o problema.
As vértebras seriam suas possíveis causas e delas, ainda saem
outras ramificações que seriam as subcausas. Dessa forma, ele
proporciona uma visualização do problema com suas causas, o que
torna mais fácil encontrar o caminho para buscar as soluções
cabíveis.
6. 5W2H
A ferramenta 5W2H faz referência às iniciais das palavras usadas
para iniciar perguntas em inglês. Sendo assim, ela aborda 7
perguntas, que são: What (o quê?), Why (por que?), Where (onde?),
When (quando?), Who (quem?), How (como?), How much (quanto
custa?). Trata-se de uma espécie de roteiro a ser seguido quando
da implementação de alguma mudança ou projeto, que permite que
você trabalhe na sua proposta de forma mais estruturada.
Durante o processo, entretanto, é importante manter as respostas
para essas perguntas sempre atualizadas. Assim, você não perde o
foco e avalia se está realmente caminhando na direção certa. Nem
sempre os projetos implementados na gestão hospitalar são tão
simples quanto parecem: há certos aspectos que só podem ser
visualizados quando você leva cada etapa em consideração, e o
intuito dessa ferramenta é basicamente esse.
As ferramentas de gestão da qualidade são, portanto, grandes
aliadas em seu processo de gestão hospitalar. A vantagem é que
você não vai precisar de um planejamento para implementá-las. Elas
são o próprio planejamento! Os resultados também costumam vir de
forma relativamente rápida. Portanto, o melhor a fazer é levá-las
para o seu hospital o quanto antes. Trata-se de um caminho capaz
de mudar sua história.
E então? Convencido de que a tecnologia é o caminho para aprimorar
sua gestão hospitalar? E por falar em tecnologia, não deixe de ler
também o nosso post sobre como tornar seus laudos de radiologia
mais eficazes.